Saneamento básico no Brasil


Recentemente, muito tem se falado acerca do grande desafio da universalização do saneamento básico no Brasil, mas analisando a situação atual do país nota-se que ainda existe um longo caminho a percorrer e necessidade de amplos investimentos no setor.

Apesar de ser a sétima economia do mundo, o Brasil ocupa a 112ª posição em um conjunto de 200 países no quesito saneamento básico, segundo aponta recente estudo divulgado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável.

Em relação ao atendimento de água potável, quando consideradas as áreas urbanas e rurais do país, a distribuição atinge 82,4% da população, ou seja, mais de 35 milhões de brasileiros ainda não possuem acesso a esse bem essencial.

O atendimento de coleta de esgotos atinge apenas 48,1% da população brasileira sendo que, do esgoto gerado, apenas 37,5% recebe algum tipo de tratamento.

Um ponto bastante preocupante e crítico são as desigualdades regionais no acesso ao saneamento básico, sendo a região Norte a mais afetada. Nas 100 maiores cidades do Brasil, vivem 78 milhões de habitantes, ou seja, 40% da população brasileira. Destes 78 milhões, aproximadamente 92% da população possui acesso à água potável, segundo o Ranking do Saneamento – base SNIS 2011. Nota-se claramente uma melhor distribuição de água nos grandes centros e uma maior precariedade em cidades mais distantes e afastadas do desenvolvimento urbano.

Exemplificando o fato mencionado acima, existem regiões com nível de primeiro mundo, como São Paulo e Rio de Janeiro, que possuem cidades com tratamento de esgoto superior a 93%, e outras cidades, como Belém e Macapá, que as taxas atingem apenas 7,7% e 5,5%, respectivamente.

Tratam-se de contrastes muito acentuados que mostram claramente as desigualdades sociais. Do ponto de vista econômico, o peso do custo dos serviços de água e esgoto para famílias de classes A e B não é tão significativo, porém estes serviços possuem um grande peso no orçamento familiar em famílias mais pobres.

Outro fator importante de mencionar é a perda de água na distribuição, que acarreta um alto custo para as empresas de saneamento e representa um grande desperdício no acesso à água pela população. A perda média de água na distribuição no Brasil é em torno de 38,8%.

Segundo estudos da ONU, 7 milhões de brasileiros não possuem acesso a banheiros, o que coloca o país entre os dez piores do mundo neste quesito.

O baixo investimento em saneamento resulta em um alto custo para a saúde pública, com 400 mil internados por diarreia ao ano, apresentando um custo de R$ 140 milhões para o Sistema Único de Saúde (SUS), principalmente entre as crianças até 5 anos. Segundo estudos da ONU, investir na água e no esgoto é um ótimo negócio tendo em vista que, para cada R$ 1 investido, economiza-se R$ 4 com gastos em saúde pública.

A recente aprovação do Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab) é um grande avanço, mostrando que o Brasil tem visão para o setor nos próximos 20 anos, com recursos financeiros significativos. O plano, com investimentos estimados de R$ 508 bilhões entre 2013 e 2033, prevê metas nacionais e regionalizadas de curto, médio e logo prazo com o objetivo de universalizar os serviços de saneamento básico.

O Grupo BAUMINAS orgulha-se de contribuir para a o maior acesso dos brasileiros à água de qualidade, propiciando que mais de 100 milhões de pessoas sejam beneficiadas com água tratada com produtos fabricados pelo grupo.

Com sua forte distribuição regional, o Grupo BAUMINAS fornece produtos químicos para tratamento de água e efluentes em todo o Brasil, inclusive em regiões com menores taxas de acesso ao saneamento básico. A unidade de Belém, localizada no município de Ananindeua, no Pará, é um exemplo do incentivo ao maior acesso ao saneamento na região Norte.